Junho 2011


Oi meus amores! Que saudade!

*

Eu já tinha comentado antes que tou procurando alternativas mais saudáveis pra tudo. Recebi dicas preciosíssimas, e tou colocando tudo em prática. Uma delas é usar farinhas integrais, na proporção de 1/3 das receitas, sempre que possível. É impressionante como isso aumenta a sensação de saciedade, impedindo que se coma tanto. Fora as fibras, né? Eu coração fibras. (O próximo passo são os caldos caseiros, mas acho que isso fica pras férias).

Já tinha dado aqui a receita do Pão de Banana com Chocolate.

Então, na versão que fiz hoje, substituí um dos copos de farinha de trigo por farinha de trigo integral. Além disso, sempre uso açúcar demerara nas receitas de doces (só uso o açúcar branco quando é absolutamente imprescindível, por conta da cor ou da textura – não tem como bater chantilly com demerara, infelizmente). Na receita desse pão, são 6 colheres de açúcar refinado, que substituí por 7 de demerara.

E geeentemm, tenho pra contar que ficou incrível. O pão ficou um pouco mais escurinho por conta da farinha integral, mas o sabor não deixou absolutamente nada a desejar. Por conta da farinha integral, o pão ficou saborosíssimo, e as fibras deram mais “sustança”. Ao invés de me atracar com 3 fatias, uma e meia foram suficientes e tou me sentindo empachada. Foi lindo.

Outra das coisas que descobri foi a receita do pão integral perfeito. Perfeito pra nós aqui de casa, claro, que gosto não se discute.

Estávamos comprando pães integrais, mas isso estava fazendo com que eu me sentisse levemente idiota, porque tenho uma máquina de pão. E ela tem o ciclo de pão integral, então só estava me faltando a receita.

Daí, ganhei um livro do meu pai: Pão, alimento do corpo e da alma, da Any Elen Casagrande Kaisermann.

Esse livro é absolutamente fenomenal, é lindo e maravilhoso desde a capa. Recomendo, indico, dois polegares pra cima, três corações enfileirados, mil estrelinhas. As receitas são pra fazer todas no muque, mas, como qualquer receita tradicional, adapta-se pra máquina de pão apenas alterando a ordem dos ingredientes na hora de colocar na máquina: primeiro os líquidos, depois os sólidos, e por fim o fermento.

Por culpa desse livro, coloquei minha máquina de pão pra trabalhar feito uma escrava branca. A coitada é uma máquina doméstica, mas pro ritmo daqui, tinha que ser industrial, hohohoho.

Desse livro, tirei uma receita de pão de azeitonas (que incrementei com tomates secos) que comemos miando.

Mas a receita que quero dar pra vocês é uma que adaptei do livro, que é o Pão de cereais. É uma delícia, porque é um pão macio, úmido (não fica nada seco), saborosíssimo e que não enjoa de jeito nenhum.

Na receita original, vai farinha de centeio, gérmen de trigo, aveia e gergelim. Fica deliciosa, já fiz assim. Na primeira vez que fiz, comemos o pão quente com um patê de creme de ricota com tomate seco, e quase que não sobrou pão pro café da manhã.

Só que na minha versão (claro, né, tenho que meter meu pitaco em tudo) coloco mais sementes, muito mais. É tanta coisa, que tou chamando de Pão de Papagaio, de tanta semente que vai ;) .

Segue a receita, nas proporções do livro e com as observações/modificações que fiz em itálico. Pra ninguém ficar chupando o dedo, segue também a receita pra quem não tem máquina de pão.

Pão de cereais (adaptado para máquina de pão)
* Update – converti pra medidas do copo-medida e da colher-medida da máquina, pra quem não tem balança (viu, Isis?)

300 g (ou 1 + 1/4 de copo medida) de água
100g (ou 1/2 copo medida) de azeite ou óleo (só fiz com azeite de  oliva extravirgem)
10 g (ou 1 colher medida de sopa quase cheia) de sal
60 g (ou 6 colheres medida de sopa bem apertadas) de açúcar mascavo
400 g (ou 3 + 1/2 de copo medida) de farinha de trigo
100 g  (ou 1 copo medida menos 1 colher medida de sopa) de farinha de centeio
30 g (ou 3 colheres medida de sopa) de gérmen de trigo
20 g (ou 2 colheres medida de sopa) de aveia
20 g  (ou 2 colheres medida de sopa) de gergelim
      agora é por minha conta:
      20 g  (ou 2 colheres medida de sopa) de quinoa;
      20 g (ou 2 colheres medida de sopa) de semente de girassol;
      20 g (ou 2 colheres medida de sopa) de farelo de aveia;
      20 g (ou 2 colheres medida de sopa) de linhaça;
      20 g (ou 2 colheres medida de sopa) de linhaça dourada;
      20 g (ou 1 + 1/2 colheres medida de sopa) de farinha de centeio grossa.
6 g  (ou 1 colher medida de chá mais um chorinho bem pouquinho) fermento biológico seco
***  120 g de sementes para decorar (não uso mais, e quando usei foram cerca de 50g, depois que a massa bateu e só por cima. Mesmo assim fez chuva de sementes na hora de desenformar . Esses 120g somente fazem sentido se for pra assar no forno)

Coloque todos os ingredientes na máquina, e ligue no modo Pão Integral, para massas entre 900g e 1200g. Sempre seleciono a cor média. Acerte o ponto da bola do pão, conforme instruções do fabricante, colocando mais ou menos farinha (mas já adianto que essa proporção costuma não dar erro, é perfeita).

Faça e me conte.

Fica a dica: não adianta se emocionar e colocar mais que 20g de cada semente, que não dá certo. Uma vez coloquei 50g de cada, e ficou muito seco e duro.

Pra quem não tem máquina de pão, seguem as instruções do livro (nunca fiz no muque, não me perguntem):

1. Misture a farinha com o fermento
2. Acrescente as outras farinhas
3. Misture o açúcar, o sal
4. Introduza a água e o azeite
5. Sove até conseguir uma massa lisa e elástica
6. Deixe dobrar de volume
7. Estará pronta para ser cortada e modelada
8. Deixe crescer novamente
9. Pincele com água e coloque os cereais por cima da massa
10. Asse em forno pré-aquecido forno a 200 graus C

A Guiz tava com uma virose que a deixou encatarrada, e ela acordou de madrugada vomitando por tudo, tadinha.

O detalhe é que ela dorme com cerca de 14 (sério, quatorze) bichinhos de pelúcia na cama, dentre os quais a INSEPARÁVEL cachorrinha Poli, sem a qual ela não faz absolutamente nada. A pobrezinha era bege e agora tá levemente acinzentada, mas abafa.

A pergunta que eu faço é – adivinha onde o vômito pegou? Claro que em todo o cobertor peludo, na baleia beluga branca e na Poli, né?

Quando acudi a menina, procurei tranquilizá-la e falei pra ela que tava tudo bem, e que ela ia pra nossa cama, que ela não precisava se preocupar, mas que a gente ia ter que dar um banho na Poli e na baleia. Ela me olhou desesperada, começando a chorar imediatamente: “Mamãe, mas me explica, como vou fazer pra dormir agora?”.  Respondi que ela podia ficar tranquila, que ela ia dormir com o papai e com a mamãe, e ela: “Não, mamãe, você não tá entendendo, como vou fazer pra dormir sem a Poli?” . Respirei fundo, e disse: “Filha, fica tranquila, mamãe vai dar um jeito.”

Enquanto o Maguido trocava o pijama dela, acomodava ela na nossa cama e procurava confortá-la, eu tava no banheiro, às dez pras três da manhã, com um frio de 5 graus lá fora, lavando a Poli na pia do banheiro e secando o bichinho com o secador, numa pet shop improvisada.

Much love.

Confesso que dei uma forgada e que a Operação Maio na Meta foi assim, digamos, pfffff, como diz a Gui.

Dei uma acomodada, pra dizer a verdade. Tá tudo tão cabendo, e tou me sentindo tão bem, que dei uma soltada na franga e não me empenhei como deveria. Não vou ter o desplante de dizer que entrei num platô. Platô é a véia, o que entrei foi numa fase cara de pau mesmo.

Na primeira pesagem do mês, deu 63 kg redondinhos (perda de 600g na semana, total de 28,1 kg). Na segunda pesagem, deu 63,6 kg (aumento de 600g, total de 27,5 kg). Na terceira pesagem, deu 63,4kg (perda de 200g, total de 27,7 kg). Em todas as pesagens, mantive o IMC magro (mantendo abaixo de 64 kg, fico na faixa magra).

Daí, fui conversar com a Ellen. Falei sobre reavaliarmos a meta, pra mudarmos pra 62 kg, porque, honestamente, tava com preguiça. Não tava me sentido assim, tãaao motivadona pros 60kg, e não tava achando que faria assim tanta diferença. Ela, sabiamente, disse que não, e usou um excelente argumento: 62 quilos não me dão margem de manobra. Se eu tirar férias e der uma engordadinha de 2 quilinhos e meio (o que não é nada difícil em férias), já não tou mais magra, e sim com sobrepeso. Com 60 quilos, estou realmente na faixa de segurança e posso ter uma margem de manobra com folga.

Cara, esse argumento foi sólido o suficiente pra mim, juro. Espantou a preguiça, ajudou a criar vergonha na cara, a pegar meu LINDO caderninho féshom de anotação de pontinhos e pronto. Guardei o doce de leite na geladeira, segurei o tchan, e mesmo com dois aniversários na semana (incluindo o do meu pai, para o qual eu fiz uma Torta Banoffee obscena), consegui, na pesagem de segunda, emagrecer 500g, pesar 62,9kg e totalizar 28,2kg emagrecidos.

Modos que agora, a próxima meta é emagrecer até meu aniversário de 37 anos, agora no próximo dia 2 de julho. Com 60 quilos, vou ter emagrecido mais de 31 quilos, então entro agora na Operação Aniversário – 37 , mas com quase 32.

Boralá.

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