Setembro 2010


É impressionante, como em tempos de calor e tempo bom, é só acender a luz que enche de mariposa, né?

Nalu, amor, eu tinha contado o saldo aqui ontem, mas acho que com as novidades do Bento a coisa se perdeu :)

Na verdade, eu ainda não tou realizando, sabe? Tipos, 19,100 kg é o tipo de coisa que só acontece com os outros, saca? Nunca que aconteceria comigo. E quando penso na meta total, que vai dar facilmente uns 34 quilos, dá um espanto do tamanho do mundo, uma coisa do tipo, como cheguei nesse ponto? Como permiti isso comigo mesma?
Como permitiram isso, como ninguém fez nada pra me impedir?

Eu só percebo o quanto eu tava grande com a folga das roupas, com o relógio caindo, com o anel que sai voando, esse tipo de coisa. E com a cara de incredulidade das pessoas, porque ninguém acredita que é sem boleta.

Não sei, na realidade, de onde exatamente vem a força. Acho que vem da raiva, que resolvi canalizar pra um objetivo claro, ao invés de pra mim mesma e pra me agredir. E é aquilo que falamos, né, amor? Sobre todo o culpado ser um agente.

Outra coisa que fiz foi fracionar a meta.
Nunca penso na meta como um todo – eu comemoro a conquista como um todo, mas nunca encaro a semana como um todo, como se fosse essa a semana que vai determinar o sucesso ou o fracasso de tudo, não sei se deu pra entender.
Eu comemoro a conquista, nem que sejam 100 gramas, e somo ela na perda total, e solto fogos a cada vez que consigo perder. Converto tudo em potinhos de margarina pra conseguir visualizar e valorizar o emagrecimento, por menor que seja.
E se eu engordo, me perdôo, penso que a semana que eu engordei já acabou, graças a Ganesh, e começo a semana de novo.

Eu tenho o objetivo lá na frente, pra não me esquecer dele, mas a meta é um dia de cada vez, tipo AA.
Só hoje vou me respeitar, só hoje vou comer o melhor que eu puder, só hoje vou contar os pontos, só hoje vou comer a salada, só hoje não vou enfiar o pé na jaca. E se eu enfiar o pé na jaca, eu somo nos pontos flex, eu assumo a jaqueada mesmo, nem que eu estoure todos os pontos flex.
Eu fiquei exigente, só como o que realmente tá gostoso, não gasto ponto bom com comida ruim, não engulo sem mastigar, eu saboreio a comida, eu sempre, SEMPRE corto o pão em pelo o menos dois pedaços, corto tudo em pedaços pequenos, deixo o chocolate derreter na boca, só compro fruta em lugar bom (nem que saia mais caro), anoto rigorosamente todos os pontos, não falto a nenhuma reunião por nada nesse mundo, ando sempre que posso pra tudo o que é lugar.
Há semanas boas e semanas ruins, há dias bons e dias ruins, mas no todo, o saldo tem sido positivo.

Mas eu nem penso na força, Nalu, eu penso no respeito. Nunca me respeitei tanto, nunca me tratei com tanta deferência. Eu não busco força em mim, eu busco sempre respeito e consideração por mim mesma. E isso é o mais lindo, isso é o que realmente me emociona no processo.

Outra coisa que tenho feito é meditar com o OM GAM GANAPATAIÊ NAMAHA. Me imagino em cima de Ganesh, pisando em cima dos quilos que quero emagrecer, deixando eles pra trás, destruídos, indo em direção aos 57 quilos. Medito todas as 108 vezes necessárias do mantra. Não tem dado pra fazer todos os dias, mas sempre que dá, tou eu lá, murmurando o mantra no ônibus mesmo, alôka de Ganesh.

Ficou quase um testemunho de jeová, né? Mas sei lá, precisava falar.

Tati

E hoje somei 19,100 kg emagrecidos. Ai, foi lindo :)

E Maguido somou 14,900 kg eliminados.

De modos que, juntos, somamos 34 quilos, o que dá mais que duas Guis somadas. Estávamos querendo comprar um colchão king size, mas não precisa mais :)

Hoje tá um dia frio demais aqui. Fui lá fora pendurar roupa, a Gui ficou em casa, Maguido de olho nela.

Daí, segue-se:

- Pai, onde tá a mamãe?
- Tá lá fora.
- Eu quero ir lá fora com a mamãe!
- Não, filha, tá muito frio.
- Mas, papai, eu quero.
- Filha, isto está decidido.
- Não está não, papai, vamos fazer uma reunião!

E a Gui aprendeu a técnica Five Point Palm Exploding Heart Technique do Pai Mei.

Ontem, estávamos agarradas na cama, abraçadíssimas, vendo filminho.

Daí, ela me diz isso, achando que eu tenho condições de aguentar:

- Mamãe, quando estou assim agarradinha com você, cai lagriminha do meu olho. Sabe por que? É de felicidade, mamãe.

Por cautela, continuei onde estava, ali mesmo, grudada nela, e não dei nem um passo.

Pleno domingão, nós pijamando em casa.

Nesse exato instante, a Gui tá com uma das minhas luvas de silicone vermelhas, e um daqueles araminhos de amarrar pacote de pão, sabem? E tem uns 40 minutos que tá contando a história da “luva e do peixe branco cego de rabo dobrado”, com direito a alteração de entonação de voz, ventriloquismo, encenações, e participação especial da Benê como o grande tubarão peludo.

Eu vou cancelar a conta da Net agora, eu não preciso de mais nada.

No, there is not a thin line between love and hate. There is, in fact, a Great Wall of China with armed sentries posted every twenty feet between love and hate. (*)

– House (via nerdinlove)

(*) “Não, não existe uma linha fina que separa o amor e o ódio. Há, na realidade, uma Grande Muralha da China com exércitos armados posicionados a cada vinte pés entre o amor e o ódio”

A Gui tá de volta pros porquês.

Mas ela quer saber a essência de tudo, ela quer saber a origem e o motivo.  E ela mesma percebe o quanto pergunta (e a gente responde e responde e responde).

Daí que ela me sai com essa:

Sabe o que é, mamãe? A Hello Kitty (amiguinha imaginária – ou não) abriu a minha cabeça e derramou um monte de porquezol nela. É por isso que eu pergunto tanto por que? por que? por que? por que? por que? por que? por que?
Entendeu, mamãe?”

Porquezol. Mereço.

*

E daí, hoje, ela me sai com um bico imeeeenso, do nada. Perguntei o que houve, e ela explica:

“É que a Hello Kitty se confundiu e trocou o porquezol.
Ela derramou o porquezol errado, e usou o tristezol.

Aí, tudo dentro de mim, que tava vermelho, ficou azul, e eu fiquei triste.
Mas agora tá tudo certo, já tá passando, mamãe, ela já tá derramando o porquezol de novo. Eu já tou bem.”

o.O

Li hoje, nas Rainhas, um texto maravilhoso sobre o prazer da mesa, escrito pelo Eugenio Mussak.

Alguns trechos do texto me chamaram especialmente a atenção:

Pois, dessa forma, a culinária é mais arrebatadora das artes. Um bom prato você vê, cheira, ouve, sente e degusta.”

(…)

A boa culinária é assim, nos toca por inteiro. E não importa se estamos falando da alta gastronomia francesa harmonizada com vinhos bordeaux, ou do virado à paulista servido no mezanino do Mercado Municipal, acompanhado por um chope gelado. O mesmo prazer olfativo que senti ao entrar em um bar corso em Milão e em um restaurante grego em Nova York também experimento no português aqui da esquina que serve um prato feito de comer com muito respeito, e na minha casa, quando chego e sinto o alho misturando-se com a cebola, acariciados pelo azeite em uma frigideira quente.

A boa culinária não é cara nem barata, não é sofisticada ou simples. É apenas culinária: vale-se de bons ingredientes, os combina com inteligência, respeita os temperos e é feita com dedicação e amor. Os pratos traduzem os sentimentos de quem os prepara, como vemos na literatura e no cinema. (…)

(Então, sempre tem gente que escreve melhor que eu, adoro, hohohoh).

O que mais gosto na arte de cozinhar é que, pra mim, é magia pura, alquimia do mais alto grau. Acredito que nenhum magista pode se considerar magista se não souber fazer uma omelete gostosa, um feijão suculento ou um molho de tomate do zero, partindo do tomate inteiro e da cebola (e não da lata de molho de tomate). Eu fico maravilhada ao transformar farinha + ovo em bolo, e ao modificar o estado físico de cereais, e fico enlouquecida vendo bolo assando, observando as cores se modificando do branco pálido ao dourado e sentindo o cheiro se espalhando pela casa toda, transformando-a em lar (sim, porque cheiro de bolo assado transforma qualquer canto em um lar).

Mais ainda, adoro colocar amor e cuidado na minha comida. Cada ingrediente é cuidadosamente medido, nivelado, separado, peneirado quando preciso. Tenho toda a paciência do mundo, provo a comida em todas as etapas, não deixo passar nada, fico pensando nas combinações de temperos possíveis, uso os temperinhos da minha hortinha, cuido do ponto, uso a panela certa, a colher certa, e não troco os ingredientes da receita a não ser que tenha certeza que vá ficar melhor.

Nos meus bolos, uso açúcar demerara ao invés do refinado, só uso manteiga (margarina não é coisa de deus), leite só se for integral ou semidesnatado e jamais o longa vida (eu não acredito em leite que não azeda), unto cuidadosamente as formas, sempre pré-aqueço o forno, cuido sempre da temperatura, jamais abandono a comida no fogão pra fazer outra coisa. Meu pó de pirlimpimpim é gengibre em pó, uso em tudo, de doces a salgados, e sempre faço reki na minha comida, antes, durante e na hora de servir, para que ela nutra o corpo e a alma de quem vá ingeri-la.

Além de acreditar  na magia da comida, acredito que os ingredientes em si precisam ser tratados com deferência, especialmente a carne. A partir do momento em que se tem a consciência de que um animal morreu para que a pessoa possa comê-lo, essa carne precisa, necessariamente, ser tratada com respeito – ser usada na data de validade, ser bem preparada, não ser desperdiçada, ser inteiramente consumida. E alguém acordou às 4 da manhã pra plantar aquele arroz, ou colher aquela batata, ou transportar aquele tomate. Sabe que horas o CEASA começa a funcionar, nêga? A gente entra no mercadinho da esquina, e nem se dá conta da logística envolvida praquela alface estar na nossa mesa enfeitando a maionese, né.

Por tudo isso, fico horrorizada quando alguém me serve algo que fez e diz  “ai, nem sei como tá o sal, nem provei” – essa frase JAMAIS saiu da minha boca, acho o fim da feira, o cúmulo da falta de respeito com tudo. Tudo bem não saber cozinhar (tem milhares de coisas que também não sei), ninguém é obrigado, mas se for fazer, pelo o menos prove o que fez, cacilda. E se não sabe cozinhar, óoooooootimo, terceirizar é super tendência, movimenta a economia, gera empregos, adoro, super apóio – mas não estrague ingrediente bom com comida ruim.

Eu sou realmente uma tarada.

*

Na mesma linha do assunto acima, mais do mesmo.

Desde que a Gui nasceu, levo ela pra cozinha comigo – sim, cozinha É lugar de criança, pelo o menos da minha criança. Ensinei a Gui desde pequenininha a tomar cuidado com o fogão ligado, a não mexer em facas, a saber a hora certa de me ajudar a fazer as coisas, a identificar os temperos. Eu abria todos os potinhos de temperos e ia mostrando pra ela, dando pra ela cheirar (isso desde uns 2 meses de idade). Hoje, ela sabe o tipo de comida que está sendo feita pelo cheiro: “mmmmmmm, tou sentindo cheiro de strogonoff, mamãe!”, “você tá fazendo risoto?”, hohohoho.

Ela sobe na cadeira quando estou cozinhando, pra me ajudar a fazer as coisas, me ajuda a temperar, ajuda a Má a fazer pastel, fica bem louca quando estamos fazendo algo na cozinha, adora girar a tigela da batedeira e imita com perfeição o barulho da máquina de pão. Ela já comeu metade do meu pé de manjericão, adora mastigar cravo da índia e fica doida com cheiro de bacon. E ela “puxa” o cheiro da comida imitando o Remy, dá vontade de roer essa menina começando pelo minguinho do pé.

E, por isso, ela sabe que somos bruxas, e bruxas poderosíssimas. Não somos fadas, porque fadas já nascem sabendo, e bruxas precisam ralar pra aprender. Mas o mais importante é que ela tá sabendo que rola magia da grossa naquela cozinha, porque a gente transforma coisas incomíveis em refeições cheias de amor.

nós, brincando de bruxas (pra isso que serve a coleção de maquiagem da mamãe)

nós, brincando de bruxas (pra isso que serve a coleção de maquiagem da mamãe)

Hoje foi feriado em Curitiba, e tinha um cacho de bananas maduríssimo, que eu trouxe pra casa com más intenções.

E daí essa moça, a Patrícia Scarpin, que nunca me falha, postou a receita do bolo de banana com cobertura streusel, que pelamãedoguarda, é simplesmente o melhoooooooooooor bolo de banana que já comi na minha vida.

Comemos ainda morno, com chá de capim-limão quentinho.

Dobrei a receita, renderam 32 pedaços, cada um valendo 4,67 pontos no Vigilantes do Peso (sim, eu calculei).

Uma sorveteira pra fazer tooodas as receitas da Cinara. E contar todos os pontos, claro.

A Gui ama comer manjericão. Nesse momento, ela está atacando o pé, e está comendo acho que a sexta ou sétima folha.

Ela tá entrando e saindo de casa, feliz da vida, dizendo “mamãe, adivinha o que eu tou fazendo? COMENDO MANJERICÃAAO! finje que você não sabe que dá pra comer manjericão, mamãe,  e pergunta o que eu tou comendo, mamãe!” E isso pra cada uma das folhinhas que ela vai lá, arranca e come.

Meu medo é que ela se enrosque, teça um casulo e vire pupa.

Pena que não tem pesagem no VP às 7 da manhã, néam? Na variação de peso do dia, no fim, acumulei até agora 17,900 kg elimidados (continua sendo bom pra cacete, mas enfim, fica pra próxima semana a oficialização dos 18 quilos emagrecidos).

O lindo é que deu 1 quilo a menos, e continuo impressionada com o resultado. Quatro dias de exercícios, e cacilda, quanta diferença. Com 9 quilos a menos, eu fico oficialmente magra, e se continuar nesse embalão, vai ser LINDO.

Ainnnnnnnnnnnnnnnnn, tou apaixonada, quero um de cada:

jupadilha.blogspot.com

Desde que comecei o processo de emagrecimento, faltava uma coisa: pegar firme na parte de exercícios.

Porque não adianta, né. No começo, até dá pra ir só no controle alimentar, mas chega uma hora que, ou a gente começa a suar de verdade, ou o emagrecimento vai no ritmo de 200g, 100g por semana. E eu não tenho mais tempo pra ser infeliz e viver frustrada.

Modos que resolvi encarar. A bicicleta ergométrica eu já tinha, e já tinha tomado a providência de trazer pra cá. Fazia exercícios nela vez ou outra, mas nada assim, comprometido, porque tou cansada, tou sem tempo, quero brincar com a Gui, preciso fazer a unha, preciso fazer a janta, tenho louça pra lavar, tou com muito sono, minha perna tá doendo, hoje tou com dor de cabeça, amanhã tenho que levantar cedo, ontem eu já andei duas horas e meia, amanhã vou passear com a Gui e já vai valer como exercício, insira aqui sua desculpa do dia que lhe parecer mais conveniente.

Daí, em outro contexto, Maguido disse que ”os sonhos estão na milha extra, e não no que você faz no dia a dia”. E, puerra, isso além de ter sido um wake up call pra tudo, fez cair várias fichas, dentre elas essa, do quanto eu quero isso (e do quanto eu quero outras coisas na minha vida), do quanto eu quero meu conjunto rosa cabendo novamente. E eu quero MUITO, essa é a resposta.

E desde o dia 01/09 que fixei que agora, 4 vezes por semana, no mínimo, ela será usada por 45 minutos. E se eu não tenho o tempo, eu faço o tempo.

Não vou dizer que é fácil levantar às 5h45min da manhã durante a semana, tendo que trabalhar o dia todo, porque não é, cacilda, não é meeesmo.

Mas a sensação de vitória pessoal, de vitória sobre mim mesma, sobre as trevas, sobre a minha versão gorda da cama, sobre a maldição, e o prêmio da endorfina jorrando (eu sinto e-xa-ta-men-te o momento em que meu organismo muda o tipo de combustível usado, e o preciso instante em que a endorfina começa a jorrar, diliçaaaa), compensa tudo.

Me pesei hoje, e o resultado da semana foi de 2,100 kg a menos. Vou ver à noite, na reunião dos Vigilantes, mas só nessa pesagem da manhã, já somei 18kg600g emagrecidos. Isso são mais que 37 potões de margarina Qualy, visualiza.

Modos que perdi um excelente cabide, mas a ergométrica voltou a sua função.

Antes de sair, a gente sempre vai no banheiro pra fazer um xixi básico.

Aí ontem, a Gui sentadinha no vaso, explicando que não queria fazer ainda, nessas exatas palavras:

“mamãe, é que eu tomei bastante líquido, mas meu organismo ainda tá adsorvendo“.

Tenho me recusado a fazer coisas que não gosto, a conviver com pessoas que não me respeitam e frequentar ambientes que por algum motivo eu não me sinto à vontade para ser eu mesma ponto com. Eventos por obrigação profissional até vai, mas se posso escapar, prefiro, cedo. A gente leva a vida querendo agradar todo mundo e esquece quase sempre da gente. E vai se violentando aos poucos, até que chega um dia que simplesmente chega! A gente aprende que a ecatombe nuclear não vai se manifestar porque você respeitou uma vontade egoisticamente sua.

É uma questão de respeito e liberdade de escolha. Tem aquelas coisas que você não tem como escapar: uma reunião de pais na escola do filho, aquele evento da família do marido, aquela festinha de colegas que fará seu parceiro feliz ou não. Enfim, tem sempre “as exceções”. E mesmo assim com muita parcimônia. Mas ó, gastar o nosso (cada vez mais precioso) tempo com coisas que não vão fazer uma diferença brutal no nosso bem estar (e dos nossos), no bom humor e na paz do lar, na qualidade e finesse de nossa bela cutis, ah amigas, no way, caminho fechado, saída estratégica do leão da montanha.

Evitar um encontro ou evento num dia (ou dias) que você realmente prefere ficar sozinha com seus livros, com sua companhia, com seus botões, com o seu sono de beauté, não significa que você não possa (de vez em quando) fazer um esforço pelo outro abrindo mão do seu desejo. Muito menos significa que você não gosta da amiga, do marido, do sogro, da cunhada, ”das turma”, que virou uma chata velha ermitona (as até vezes virou, mas abafa!), que não se interessa pelos papos de paquera das amigolas solteiras. Não é isso! Não é só isso, tem mais. Bem mais.

É antes de tudo respeitar a sua liberdade. Aquilo que talvez seja a coisa mais importante que você carregue consigo. O que faz a grande diferença entre você e aquela outra pessoa ali que escolheu deixar-se violentar e privar, que vive de testa franzida, mau humor, enjuriada da vida, sem tesão pelas cores e sabores do mundo.

Eu aprendi a ser só e gostar de estar só muito pequenina. Lembro-me nitidamente (lúcida, nítida) das brincadeiras que inventava sozinha pra passar o tempo e ainda invento em busca dele. Eu me amo e amo minha companhia! Estou há nove anos casada e tento de todas as formas preservar o meu espacinho, cada vez mais micro, ainda mais quando temos filho e da função maternal não podemos escapar. É preciso que a companhia do outro seja de qualidade muito MUITO superior a minha própria companhia, ou mais, que some, que acrescente, que ensine, que divirta, que enobreça, que abrilhante minha chique solidão, para que eu realmente deseje estar junto.

Em tempos de proliferação de mídias sociais, milhões de amigos cada vez mais forte poder cantar, cento e quarenta caracteres por segundo, querer ficar sozinha e quieta no seu canto é quase um soco na cara, uma agressão a humanidade, uma incongruência social. Silêncio por mais de vinte e quatro horas é estado de coma. Tenho medo disso.

Tenho pena de quem não consegue se libertar e ainda se aborrece com os pássaros que voam porque têm asas, e usam as danadas das asas, vejam só! De quem sofre por não poder ir e vir, transformando sua própria companhia num suplício, numa impossibilidade, num pavor. Que é mesmo na solidão que os demônios atentam, que o espelho amplia o interior e aquilo tudo que você tem medo de ver, é. De quem tem que viver encangado no outro porque casou com comunhão de followers. Gáaaaaaaaaaaaaa…

Log out.

La Reina, sempre ela, per.fei.ta.

Eu tenho acesso a todos os IP´s que chegam ao blog.  Todinhos. Inclusive de todos os comentários. E tenho os programas que permitem vinculação do IP ao endereço geográfico, indicando latitude, longitude e servidor de quem comentou. É bem legal, sabe, porque aponta no mapa, mó bacana.

E mais legal ainda, conheço um monte de gente que manja mais do que eu.

E ó o que sei mais:

Polícia Civil – Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)

Rua José Loureiro, 376, 1º Andar, sala 1, Centro, Curitiba/PR

CEP: 80010-000

Telefone: (0xx41) 3323 9448

E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br

Discorde de mim, debata comigo, beleza, ótimo, tamosaê e acho mó legal a troca de idéias.  Acho lindo.

Mas meta-se a besta, pra ver o que acontece.

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