Sábado fomos a uma festa de criança. A Gui tava com Maguido do lado de fora, de mão dada, passeandinho. Uma menininha, um pouco mais velha e maior do que ela, do nada e sem motivo nenhum, deu um empurrão na Gui, e saiu andando.

Pois a Gui soltou da mão do Ricardo, saiu atrás dela, e com o dedinho esticadinho, cutucou a menina e disse, com autoridade: “o que é isso, quiança?”

Nisso, a menininha se emputeceu por ter sido chamada de criança, e quando foi retrucar, começando uma frase do tipo eu não sou quiança, a Gui simplesmente virou as costas e deixou a bunita falando sozinha.

Gentem, morri de orgulho da minha menina. Ela não leva desaforo pra casa, e ao mesmo tempo não perde tempo boquejando com a patuléia.

AMAY.

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E nessa segunda ela resolveu que iria iniciar o desfralde.

Sim, ela decidiu isso.

Pegou o peniquinho e disse que iria fazer xixi nele, sentou e lá ficou. Ficou com um copinho de suco na mão, sentadinha no peniquinho por um tempão, olhando pra baixo ocasionalmente pra ver o que tinha acontecido. Não fez xixi, mas isso não a demoveu da idéia.

Ontem rolou um cocozão. Mas nada de xixi ainda.

Ela ta pronta pro desfralde. Eu não sei se EU tou.

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No quintal, vendo um sapo:
- Óooia, mamãe, um sapo! Um sapinho, que bonitinho!
- Isso, filha, um sapinho!
- Óia, mamãe, ele pula! Pula, pula!
(com um ar super pensativo, dá uma pausa, olha com um ar de quem concluiu algo e diz): – Mamãe, ele não lava o pé.

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Ela lembra da época em que ainda morava na minha barriga. Ela conta que nadava, que não era pá empurrá (ela tava sentada e eu pedia pra que ela não empurrasse meu fígado) e que ela “ouvia o turação, tum tum”.

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E girando o dedinho em círculos, ela fala que “Os panetinhas giram em toooooorno do Sol”.

Se a gente pergunta quais planetinhas giram, ela fala “A Terra! Metúrio! Vênus! Satúino! Júpiter! O papai!”

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Cada dia é melhor e mais delicioso que o outro.